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Palestra da GO TEX SHOW aborda o mercado têxtil chinês

Presidente da CCCT, Jiang Hui, conta como as empresas brasileiras podem vender para o maior mercado do mundo

A “GO TEX SHOW – Feira Internacional de Produtos Têxteis” recebeu, no dia 28 de outubro, o presidente daCCCT – China Chamber of Commerce of Import and Export of Textiles, Jiang Hui, que abriu a programação do “Fórum Têxtil China-Brasil” com a apresentação “Panorama Atual da Indústria Têxtil Chinesa e o Caminho para as Empresas Brasileiras atingirem o maior Mercado do Mundo”.

O executivo forneceu dados importantes sobre o maior produtor de têxtil e vestuário do mundo, que atinge um faturamento anual de US$ 300 bilhões. Segundo o executivo, apenas de janeiro a agosto de 2014, o mercado têxtil e de vestuário chinês movimentou mais de US$ 210 bilhões, sendo que foi exportado um total de US$ 193 bilhões em mercadorias e importados US$ 17,6 bilhões.

O maior mercado consumidor dos produtos chineses é a União Europeia, que, de janeiro a agosto deste ano, comprou US$ 40,16 bilhões em produtos da China. Os Estados Unidos ocupam a segunda colocação com US$ 29,16 bilhões. Já os países da Ásia, com exceção do Japão, ocupam a terceira posição com US$ 22,73 bilhões em mercadorias compradas da China, enquanto o Japão sozinho está na quarta colocação com US$ 15,4 bilhões em e comprou nos oito primeiros meses do ano em têxteis e vestuário da China.

Segundo Hui, o Brasil comprou em 2013 US$ 4,11 bilhões em produtos têxteis e de vestuário dos fabricantes chineses, sendo que 34,5% das importações são de tecidos. Já o principal produto brasileiro adquirido pelas empresas chinesas é o algodão.

Para as empresas brasileiras que desejam ingressar no mercado chinês, Hui revela que a CCCT possui um centro de exposições na cidade de Shangai, onde são realizados eventos que contam com a participação de muitas empresas estrangeiras, inclusive com condições diferenciadas para incentivar a participação de empresas brasileiras.

De acordo com o executivo, o Brasil e a China podem se complementar, pois ainda existem mercados onde as empresas chinesas precisam melhorar. Para atingir o mercado chinês, as empresas brasileiras precisam focar na qualidade, na diferenciação do produto agregando valores brasileiros que os chineses apreciam. “O futebol brasileiro, por exemplo, é famoso na China; se uma empresa brasileira desenvolve algum produto que esteja relacionado a um grande jogador brasileiro, esse produto com certeza será um sucesso na China”, declara.

Outro mercado que ainda pode ser explorado pelas empresas brasileiras são os tecidos tecnológicos e funcionais. “As empresas brasileiras deveriam investir em tecidos à prova d´água ou tecidos finos, capazes de manter a temperatura corporal”, informa Hui.